sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Proposta de Celebração para o Dia do Catequista, 27 de agosto


A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Biblico-Catequética publica a proposta de Celebração para o Dia do Catequista, dia 27 de agosto, elaborada pelo padre Thiago Faccini Paro e por Eurivaldo Ferreira.

 Foto: catequistas Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Capelinha)
Franca/SP

Buscando integrar catequese e liturgia, propomos para a celebração do dia do catequista deste ano, um roteiro baseado no Oficio Divino (Liturgia das Horas). Mais que um momento repleto de “alegorias”, queremos resgatar a nobre simplicidade, o silêncio, a centralidade da Palavra de Deus e a ritualidade, elementos fundamentais da liturgia cristã.

Esta é oração do povo de Deus, vivenciada por palavras e gestos, situada na grande tradição litúrgica da Igreja, na qual as comunidades cristãs se reúnem para cantar os salmos e proclamar o louvor de Deus, em nome de toda criação e da humanidade, nas diferentes horas do dia.

Portanto, uma celebração simples, mas que requer uma preparação cuidadosa, desde a organização do espaço celebrativo, a distribuição dos vários ministérios atuantes na celebração (coordenador(a) – aquele(a) que irá presidir a celebração; leitor; equipe de canto e música; os que acolhem os irmãos e irmãs, etc), o ensaio dos cantos e a participação ritual de maneira consciente, realizada com a “inteireza” do ser.

Preparando o ambiente: o local da celebração poderá ter ao centro um ambão, círio pascal, flores, cadeira para quem irá presidir o ofício; ao lado do círio pode ser colocada uma bacia (ou pia) de água benta, que pode ser aspergida sobre a assembleia logo após a recordação da vida. A assembleia poderá ser disposta de forma circular ao redor da mesa da Palavra. Um tecido colorido ou colcha de retalhos poderá ser estendida a sua frente para serem colocados os símbolos que representem a caminhada dos catequistas.

Saudação inicial, no jeito de cada grupo, a partir de sua cultura. O(a) coordenador(a) cumprimenta os irmãos e irmãs, convida o grupo a se apresentar e a entrar na oração, por um momento de silêncio, para depois invocar a presença do Senhor. Para motivar o silêncio, pode-se cantar um refrão meditativo.

1. CHEGADA, SILÊNCIO, ORAÇÃO PESSOAL... Refrão meditativo (Pe. Zezinho):
Meu espírito está, meu espírito está em sintonia com meu Deus!
Meu espírito está, meu espírito está em sintonia com o Pai!

2. ABERTURA: (Quem preside canta os versos a seguir; a assembleia responde, repetindo)
- Venham, ó nações, ao Senhor cantar! (bis)
Ao Deus do universo venham festejar! (bis)
- Seu amor por nós firme para sempre, (bis)
Sua fidelidade dura eternamente. (bis)
- Quem no Evangelho firme acreditar (bis)
Do Reino é convidado a participar. (bis)
- Com os(as) catequistas juntos(as) na oração, (bis)
Todo o povo de Deus faz sua louvação! (bis)
Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, (bis)
Glória à Trindade santa, glória ao Deus bendito! (bis)
- Aleluia, irmãos! Aleluia, irmãs! (bis)
Do povo em caminhada a Deus louvação! (bis)
- Vem, ó Santo Espírito, iluminar, (bis)
Este nosso encontro vem abençoar. (bis)

3. RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) coordenador(a) sugere um breve momento de recordação da vida (destacando os acontecimentos importantes, fatos e memórias da caminhada dos catequistas na vida da comunidade, da região ou da diocese). Este momento poderá ser valorizado com a entrada de alguns símbolos que ilustrem o serviço dos catequistas. Ao final, todos cantam o Hino.

4. HINO:
A nós descei, divina luz!
A nós descei, divina luz!
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus! (bis)
1a.Vinde, Santo Espírito
e do céu mandai
luminoso raio! (bis)
b. Vinde, Pai dos pobres,
Doador dos dons,
Luz dos corações! (bis)
c. Grande defensor,
em nós habitai
e nos confortai! (bis)
d. Na fadiga pouso,
no ardor brandura
e na dor ternura. (bis)
3a. Aos fiéis, que oram
com vibrantes sons,
dai os sete dons! (bis)
b. Dai virtude e prêmio
e no fim dos dias
eterna alegria! (bis)
c. Aleluia! Aleluia!
2a.Ó luz venturosa,
divinais clarões
encham os corações! (bis)
b. Sem um tal poder,
em qualquer vivente,
nada há de inocente! (bis)
c. Lavai o impuro
e regai o seco,
sarai o enfermo! (bis)
d. Dobrai a dureza,
aquecei o frio,
livrai do desvio! (bis)
Aleluia! (bis)
Aleluia! Aleluia!
Aleluia! (bis)

5. SALMO 8
(Quem coordena, introduz o canto do salmo com as palavras abaixo; o salmo pode ser cantado alternando a assembleia em dois coros. Havendo a possibilidade, pode-se optar por outro salmo, conforme o Ofício Divino das Comunidades)
“Eu digo a vocês: Se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19,40)
Cantemos a grandeza de Deus e a dignidade imensa que ele deu à pessoa humana. Adoremos o Cristo ressuscitado, imagem da nova humanidade, Senhor do universo.
1. Teu nome, é Senhor, maravilhoso,
Por todo o universo conhecido;
O céu manifesta a tua glória,
Com teu resplendor é revestido.
2. Até por crianças pequeninas
Perfeito louvor te é cantado;
É força que barra o inimigo;
Reduz ao silêncio o adversário.
3. Olhando este céu que modelaste,
A lua e as estrelas a conter;
Que é, ó Senhor, o ser humano
Pra tanto cuidado merecer?
4. A um Deus semelhante o fizeste,
Coroado de glória e de valor;
De ti recebeu poder e força
De tudo vencer e ser senhor.
5. Dos bois, das ovelhas nos currais,
Das feras que vivem pelas matas;
Dos peixes do mar, dos passarinhos,
De tudo o que corta o ar e as águas.
(repetir a estrofe 1 antes de cantar a estrofe 6)
6. A ti seja dada toda a glória,
Deus, fonte de vida e verdade,
Amor maternal que rege a História,
Vem, fica pra sempre ao nosso lado.
(por alguns instantes meditar em silêncio com as palavras do salmo; pode-se dizer em voz alta aquelas que mais tocaram o coração durante o canto)

Oração sálmica:
(quem coordena, conclui este momento com a oração)
Oremos! Ó Deus, que és louvado por todas as criaturas e conduz a história, olha para tua criação e faze com que ela manifeste a tua glória e esplendor, assim como tu te manifestas no dia de hoje. Não deixes que a obra de tua criação seja corrompida, mas sim possa ela ser cuidada amorosamente. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso irmão. Amém!

6. LEITURA BÍBLICA (se for o Evangelho, canta-se o Aleluia para aclamá-lo; optando-se por outra leitura bíblica, após a leitura, canta-se um refrão meditativo ou um salmo responsorial)
Aclamação ao Evangelho:
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!
- Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra,
Os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!
Evangelho: (Mt 16,13-20) ou outro à escolha
O Senhor esteja com vocês!
Ele está no meio de nós!
Proclamação + do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo...
- Palavra da salvação!
Glória a vós, Senhor!
(Quem coordena, poderá fazer uma breve reflexão a partir do texto bíblico proclamado, e depois, abrir para que os demais catequistas possam também partilhar da Palavra. Em seguida convida a todos a elevar as preces e louvores ao Deus que nos chamou)

7. PRECES
- Renova, Senhor, a tua Igreja, na força do Evangelho, e torna-a capaz de acolher, na ternura do teu Espírito todas as pessoas que te procuram.
Santifica teu povo, Senhor!
- Conduz os(as) catequistas para que, sendo ministros da Palavra na comunidade, possam testemunhar o Evangelho ao educar na fé os adultos, os jovens e as crianças que desejam aproximar-se da tua Igreja.
- Fortaleça os que estão no processo de Iniciação à Vida Cristã, para que compreendendo a Palavra do Evangelho, testemunhem no mundo as maravilhas do seguimento do Cristo.
- Guia o ministério dos(as) catequistas na comunhão eclesial, fazendo-os sinal na ação evangelizadora da Igreja.
- Torna-nos Senhor, capazes de crer no mistério da Cruz do teu Filho e faze com que, olhando para ela, tenhamos a coragem de morrermos por uma causa.
- Ilumina-nos para que sempre saibamos as razões de nossa esperança e sejamos vigilantes à espera do dia luminoso da tua vinda.
- Dá saúde aos que estão doentes e se encontram nos leitos dos hospitais; dá conforto aos que estão de luto e aos que estão na solidão e no abandono; ilumina com teu Espírito os que se encontram na escuridão dos vícios e das drogas.
Como irmãos e irmãs na mesma fé, rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou
Pai nosso...
Oração (quem coordena, conclui com a oração abaixo, invoca a benção de Deus e encerra a oração)
Ó Deus da sabedoria, derrama sobre nós a luz do teu Espírito. Inspira nossas palavras e conduze nossas ações, para que a tua Palavra nos encontre atentos e disponíveis. Faze-nos testemunhas da tua salvação e da tua paz! Nós te pedimos, por Jesus Cristo, teu Filho, por ele anunciamos a força do Evangelho aos pequeninos, na unidade do Espírito Santo. Amém.

8. BÊNÇÃO
Deus, o Pai, nos sustente na caminhada do Reino! Amém!
O Filho de Deus, Jesus Cristo, nos dê a graça de vivermos em comunhão com seu Evangelho! Amém!
O Espírito Santo, força que nos encoraja na fé, nos mantenha no serviço da Palavra! Amém!
Abençoe-nos o Deus todo amoroso, Pai, Filho e Espírito Santo! Amém!
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
- Para sempre seja louvado!

9. CANTO FINAL E ENCERRAMENTO
(dependendo do lugar e do grupo, pode-se encerrar a celebração com um momento festivo: partilha de alimentos, dança em forma de ciranda ou outro jeito bem criativo de festejar o serviço dos(as) catequistas na comunidade)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

catequista não é profissão, mas vocação

Papa Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo

Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.
O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”

O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cantar "A MISSA" e não "NA MISSA"

Outro dia fiz uma inquietação no face sobre essa questão: Qual o certo, cantar na missa ou cantar a missa?
Houve os que disseram ser o certo Cantar na missa e outros afirmando ser cantar a missa.
Participando de formações com liturgistas conceituados, aprendi ser o certo:  CANTAR A MISSA.
Partilho com vocês um trecho  do livro A MISSA parte por parte do Pe Luiz Cechinato, onde ele diz que: " O canto na missa está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante "na Missa" mas se cante "a Missa". Portanto, um canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; um Canto de ofertório deve nos ajudar a fazer nossa entrega a Deus; um canto de comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de graças. O Concílio Vaticano II diz que " a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica". Assim, ela favorece a unidade do Povo de Deus e dá melhor solenidade e beleza aos ritos sagrados.
O canto na liturgia, não é só para enfeitar e fazer a Celebração ficar mais bonita. É mais que isso. Ele "é" oração, pois "quem canta, reza duas vezes"

O canto litúrgico não tem o sabor de canto teatral. Deve estar isento de vaidade e exibição. Convém que se ouça o conjunto todo das vozes e não apenas uma ou duas vozes que se sobrepõem. Também, o som ds instrumentos é para ajudar as vozes e não para abafar o canto. O que se deve ouvir é um povo cantado, a não ser quando um salmista está fazendo o solo. A equipe de liturgia não é para 'substituir' o canto da Assembleia, mas para animá-la a cantar. Não pode ser um grupo separado, fora do corpo da comunidade, mas uma "equipe de animação" que leva todo o Povo de Deus a cantar."