terça-feira, 20 de março de 2018

Caminhando a passos lentos, mas caminhando...

Aos poucos vamos tomando consciência  do que consiste a "Iniciação à Vida Cristã" tão falada ultimamente.  Palavras como : processo, itinerário, vivência, querigma, mistagogia,  experiência de fé, vão ganhando sentido. Devagarinho, vamos entendendo que nós catequistas,  não estamos à frente de um cursinho que oferece 'sacramentos', com direito a diplomas e tudo.  OU será que um jovem quando chega na crisma ainda se sente como aquele jovem no dia de sua formatura que joga suas cartolas para o alto, como que dizendo: enfim, formados!!!

Opa, mas, o diploma não faz do formando um profissional. Vejam, ou melhor, leiam e tragam para a nossa realidade na catequese, começando pelo título. "Lembranças" de recebimento de sacramento não faz do catequizando um iniciado. 

Diploma não faz profissional! 

Você conhece Itzchak Perlman? Ele é um dos maiores violinistas da atualidade. Assisti a uma entrevista com ele num canal estrangeiro e uma das perguntas inevitáveis do jornalista foi: “Qual o segredo para se tornar um bom instrumentista?”

A resposta de Perlman: “O segredo para ser bom em qualquer instrumento é: praticar, praticar e praticar. Um iniciante terá de levar cerca de 2500 horas, à razão de 7 horas ao dia, para dar os primeiros passos. Depois, outras 15.000 horas para se tornar impressionante. Este será, com certeza, um ótimo começo! Mas a grandeza só vem de treinar com incrível afinco.”

A resposta de Perlman é impressionante. Uma pessoa que acaba de conseguir um diploma universitário é profissional? Na melhor das hipóteses, ela será apenas e tão somente iniciante. Falta a prática. E isto, só se consegue com um dia a dia focado no desenvolvimento de competências que a faculdade não procede. 

Ainda assim, seria só o começo. Sucesso? Estaria bem longe ainda. Diploma, MBA, pós-graduação não são garantia alguma de profissionalismo. Menos ainda num mundo onde a indústria do curso superior tornou-se, em vários casos, um negócio do tipo “pagou, passou”. O verdadeiro profissional está acima do diploma. Ele tem desempenho comprovado. (fonte)
Vamos guardar alguns textos do documento 107 da cnbb

Iniciação Cristã significa imersão em uma nova realidade. (n 88)
Ela se desenvolve dentro do dinamismo trinitário: os três sacramentos da iniciação, em uma unidade indissolúvel, expressam a unidade da obra trinitária na iniciação cristã: no Batismo assumimos a condição de filhos do Pai, a Crisma nos unge com unção do Espírito e a Eucaristia nos alimenta com o próprio Cristo, o Filho.(n 91)

Esse processo iniciático realiza-se na Igreja e pela mediação da Igreja. Acolhe  e acompanha os que querem realizar o caminho da fé, oferece-lhes os fundamentos da vida cristã e, principalmente, os incorpora a Cristo.(n 93)

É importante compreender bem essa dimensão eclesial do processo de iniciação, que se desdobra em uma formação continuada. As pessoas são iniciadas no Mistério de Cristo e na vida da Igreja. Não é como um curso que termina em festa de formatura, nem se trata de mera devoção particular.
Quem é iniciado na Igreja, assume os compromissos da missão a que ela se dedica.(n.94)

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulher catequista



Dedico essas palavras do Pe Joãozinho à todas mulheres catequistas.
Uma verdadeira multidão de mulheres que meio a tantos afazeres, ainda encontram  tempo para se dedicarem à evangelização. 

Força, fé, fidelidade a esse chamado lindo!
Um forte abraço a cada mulher que passa por aqui!! 

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"Catequista é alguém que gera uma alma para Deus; na gestação da história é pai e mãe da nossa vida para a eternidade. 
É sublime esta vocação de ensinar as coisas do céu, de ensinar as coisas de Deus;
 pai e mãe devem ser catequistas de seus filhos, mas existem também, aqueles que lá na comunidade exercem essa tarefa de catequizar;
 de alguma maneira o catequista, a catequista vai formando a alma daquela criança, daquele jovem e, até, daquele adulto.
Por isso poderia ser até chamado de pai da minha alma, mãe da minha alma, porque, de alguma maneira, me gerou para o céu."
(Mt 5,17-19)
Pe. Joãozinho, scj

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sugestão de encontro sobre a Campanha da Fraternidade 2018

Saudades do tempo em que passava por aqui quase que diariamente para compartilhar minhas experiências catequéticas. O tempo vai nos envolvendo, o face roubou um pouco o lugar do blog. Mas, cá estou para uma singela partilha.

Um encontro para conscientizar sobre esse tempo em que estamos vivendo na Igreja, tempo da quaresma e Campanha da fraternidade. Nossa turma tem idade de oito anos e infelizmente, hoje em dia estão antenados ao que acontece no mundo.

Queríamos abordar o tema VIOLÊNCIA de uma forma não tão violenta. Coisas que acontecem no dia a dia deles, que muitas vezes acabam ocasionando grandes violências... 

Imprimi o tema da Campanha da fraternidade, recortei as palavras.Eles deveriam montar a frase, chegando ao tema da Campanha da Fraternidade de 2018. Quando estavam quase conseguindo, um catequizando(escolhido e orientado por nós) embaralhava tudo. Tentavam novamente e lá vinha o menino "chato" atrapalhar. A reação da turma foi criar um círculo de proteção, de modo que o agressor ficasse isolado. O pentelho arrumava uma brecha e misturava tudo de novo. Nesse ponto já demonstraram irritabilidade, mas não partiram para a violência física.
Em seguida, a outra catequista começou a abordar o tema da campanha e eu comecei a atrapalhar(fui a pentelha da vez). Pegava o papel da mão dela, a corrigia na frente dos catequizandos. Ela recomeçava e eu a insultando e corrigia as crianças grosseiramente, tipo: "Dá pra vocês ficarem quietos!!!!" Mostrava com minha expressão facial e corporal que estava irritada. Eles foram ficando incomodados, me olhavam decepcionados e uma até disse: "nossa Imaculada, parece que você está brava!!". ( essa dinâmica foi realizada no grupo de catequistas e adaptamos com as crianças)

Respiraram aliviados quando entenderam que foi apenas um teatro para introduzi-los ao tema da Campanha. A violência não consiste apenas na agressão física. Uma palavra "mal dita" pode fazer um estrago danado na vida de uma pessoa. Partilhamos sobre a reação deles com relação ao amigo que atrapalha a atividade. Porque ninguém perguntou o que estava acontecendo, porque estava agindo daquela forma. Se estava com algum problema. A reação foi deixá-lo de lado. Quanto a minha participação enquanto catequista: a imagem que levariam para casa e para a vida se realmente eu fosse assim agressiva, chata? Foi bem proveitosa nossa partilha.

Em seguida, contamos a história de Jonas e Cláudio, onde eles deveriam decidir o final da história. Bem interessante, sugiro que façam com a catequese em idade infantil. 

para finalizar rezamos uma dezena, destacando algumas violências abordadas pela Campanha.

Disponibilizo para vocês o link de onde retiramos essas sugestões, passe por lá e leia com carinho a adapte para sua realidade.


Essa é nossa turma linda